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‘Todos que tomaram a CoronaVac criaram imunidade para não ter forma grave da Covid-19’, diz João Gabbardo
Divulgação/Reprodução

O coordenador executivo do Centro de Contingência da Covid-19 em São Paulo, João Gabbardo, explicou porque os resultados sobre a eficácia das vacinas são tão diferentes. “São usadas plataformas e metodologias diferentes para ter o mesmo objetivo, que é a capacidade de enfrentamento ao vírus com maior facilidade. A CoronaVac foi testada em um grupo extremamente difícil, com médicos e enfermeiros da linha de frente, no período em que a pandemia crescia de forma muito rápida. Tudo isso faz com que a vacina tenha esse resultado. Mas não podemos deixar o mais importante: todos que tomaram a vacina tiveram imunidade suficiente para não ter a forma moderada ou grave da doença.”

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Gabbardo destacou que uma boa vacina não é exatamente a que tem maior eficácia. “Uma boa vacina não tem custo tão elevado, não tem custo de logística tão elevado, é fácil de ser distribuída e pode fazer com que mais pessoas sejam vacinadas. Tudo isso precisa ser levado em conta.” Sobre o uso de uma ou duas doses da CoronaVac, o coordenador-executivo disse que ainda não dá para falar isso. “Essa resposta vamos obter de uma forma técnica e científica quando tivermos o resultados das eficácias após a primeira e a segunda dose. Essa resposta vamos ter nos próximos dias; Já temos a base de dados, mas a análise não foi concluída. Se a eficácia da primeira dose da vacina for muito parecida com a segunda, não tem problema espaçar. Mas se tiver diferença, não tem condições.”

Fato é que, de acordo com os dados apresentados, a vacina não teve nenhum caso grave ou óbito entre os imunizados com a CoronaVac — pelo menos até agora. João Gabbardo chamou a atenção que esse número ainda é preliminar e é preciso que um universo maior seja analisado. “No futebol, o 7×0 é definitivo; Na pesquisa cientifica precisa de mais pessoas dos dois braços (vacina e placebo) para poder fazer essa comparação.” Ele ainda relatou preocupação após as festas de final de ano. “Atenção está alta e em sinal de alerta. Tivemos um final de ano muito ruim. As festas ainda estão acontecendo, as praias lotadas, finais de semana sem o mínimo de respeito pelas recomendações. Foi muito negativo. Eles não tem a responsabilidade que, com essa ação, vão contaminar outras pessoas. E vão ser responsáveis por muitas internações. Espero que não sejam responsáveis por muitos óbitos.”

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